Como proteger o roteador

Paulo Brito
16/10/2017
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Roteador d-Link
Roteador d-Link

As dez vulnerabilidades do protocolo WPA2 reveladas hoje (batizadas como nome de KRACK) preocuparam bilhões de pessoas que utilizam redes sem fio. O risco de vulnerabilidade é real e portanto é preciso adotar algumas providências para proteger as redes domésticas. No entanto, a maioria das pessoas não está em um risco de nível elevado. Cada um deve determinar seu próprio nível de risco e agir de acordo com essa avaliação.

O conselho número um: se você tem crianças e elas usam celulares ou tablets na rede, tente evitar o uso sem fio. Se puder, use somente rede com fio.

Número dois: atualize todos os dispositivos sem fio (laptops, telefones, tablets, tudo) com os últimos patches de segurança. De preferência ative atualizações automáticas para se defender de vulnerabilidades futuras, já que esta não será a última.

Dê atenção ao seu roteador

O firmware do seu roteador – o software que vem embutido nele – precisa ser atualizado. Se o roteador da casa foi fornecido pelo provedor de internet, melhor perguntar a ele quando haverá atualização. Pode ser que você mesmo consiga fazer isso por meio da interface de administração: ache o guia do usuário do roteador na internet, siga as instruções e faça a atualização assim que puder. Se o seu provedor não está fazendo essa atualização, isso quer dizer que ele não liga muito para o assunto. Será que vale a pena continuar com ele?

Se a sua preocupação com a segurança for grande, é melhor mesmo desligar o acesso sem fio de todos os dispositivos e utilizar a internet somente por meio de cabo de rede (no PC ou notebook). Os dispositivos que executam o Android 6.0 e mais recentes são mais vulneráveis do que outros (apenas para os técnicos: é fácil fazer um ataque de reinstalação de chave, por causa de uma implementação incorreta do handshake WiFi). Assim, os usuários do Android precisam ter mais cuidado.

E os dispositivos de Internet-das-Coisas?

Se você possui muitos dispositivos IoT, avalie quais deles representam o risco mais grave se o tráfego for interceptado. Se você possui uma câmera que não criptografa o tráfego, isso pode permitir que atacantes peguem  imagens de vídeo de dentro da sua casa. Se alguém interceptar o tráfego entre lâmpadas inteligentes e o roteador, provavelmente não há problema algum. Infelizmente a Internet das coisas tem uma reputação horrível quando se trata de segurança. Então, este pode ser um bom momento para avaliar sua coleção de dispositivos conectados.

Instale a extensão HTTPS Everywhere

É possível ainda reduzir os riscos priorizando tráfego criptografado: a EFF (Electronic Frontier Foundation) lançou para isso uma extensa extensão de navegador chamada HTTPS Everywhere. Ela funciona no Google Chrome,  Firefox e Opera, é fácil de instalar e protege a navegação de abelhudos digitais. Se um site oferece acesso não criptografado (HTTP) e acesso criptografado (HTTPS), essa extensão informa ao navegador que use a versão HTTPS para criptografar o tráfego.

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