Cinco mitos sobre segurança bancária

Paulo Brito
11/08/2014

*Luís Delphim

* Luís Delphim é Vice-presidente de Service Delivery da Unisys Brasil

Em questões relacionadas à segurança cibernética, a maioria dos consumidores não consegue distinguir que empresas seriam mais seguras mediante um eventual ataque. Por isso, quem geralmente arca com os custos vinculados a esses ataques não são os usuários, mas sim as empresas e os bancos. De acordo com uma recente pesquisa sobre segurança, aproximadamente 40% dos norte-americanos afirmaram que não deixariam de utilizar cartões de crédito ou de realizar negócios com um determinado banco ou loja que utilizam normalmente mediante uma falha de segurança envolvendo seus dados pessoais.

É por isso que as empresas em geral estão muito mais preocupadas do que os consumidores com relação a esse tema. Recentes falhas na segurança com dados de cartões de crédito causaram demissões, processos, perda de clientes e danos de imagem a diversas organizações. As instituições financeiras estão atentas a essas questões para que possam proteger seus ativos, clientes e reputação. Tendo em vista esse cenário, este é um bom momento para acabar com cinco mitos relacionados à segurança digital.

Mito Nº 1 – Segurança é uma tarefa exclusiva do diretor de segurança (ou Chief Information Security Officer) e sua equipe. Não importa os recursos ou dinheiro empregados por uma instituição para mantê-la segura se essa não for parte integral do trabalho de todos os colaboradores. Existem medidas de proteção fundamentais que devem ser incorporadas à mentalidade e à rotina de todos, desde um recrutador verificando as referências de um candidato, uma financiadora fazendo uma varredura nos documentos do cliente em seu smartphone até o CEO em reunião com analistas.

Mito Nº 2 – Controles de segurança em excesso irritam os clientes. A segurança eficaz implica ajustar os critérios de acordo com as necessidades, e as mesmas variam, desde uma simples verificação de identidade simples para situações de baixo risco, até verificações rigorosas (e rápidas!) para transações de grandes volumes ou de alto risco, nas quais os clientes esperam encontrar uma proteção robusta. Um diretor precisa transferir eletronicamente o pagamento da folha da empresa? Uma carta de crédito para um novo cliente na Ásia? Ou uma simples consulta de saldo em conta por um cliente antigo? Segurança eficiente significa aumentar ou reduzir a cautela conforme necessário.

Mito Nº 3 – Para melhorar a segurança, fortaleça-a no perímetro. Sem contradizer o valor de um perímetro de alta segurança. Muitas vezes, isso deixa claro que existe algo valioso do outro lado. Muitas organizações preferem simplesmente ocultar suas informações relevantes, permitindo que apenas usuários devidamente autorizados possam ter acesso a transações e outras atividades críticas. Se os criminosos cibernéticos não veem nada ao invés de enxergar um muro, não haverá motivos para se tentar uma invasão.

Mito Nº 4 – Quanto menos a segurança for discutida, melhor. É comum ouvir opiniões como: “Supõe-se que os bancos são seguros. Então por que chamar a atenção de criminosos cibernéticos?” Montadoras de carros pensavam assim sobre acidentes automotivos até que a situação alcançou um nível extremamente crítico e soluções foram criadas. Agora, a segurança é a característica que muitos buscam em uma marca. Quanto mais notícias sobre a ocorrência de crimes cibernéticos os seus clientes terem acesso (60% disseram que escolheriam outra marca no caso de uma falha), mais tranquilos eles ficarão ao verem que segurança é algo valorizado por sua marca.

Mito Nº 5 – Resolva a segurança isoladamente e você estará seguro. É comum que muitos especialistas avaliem a segurança a cada sistema, a cada dispositivo, aplicação ou armazenamento de dados. No entanto, criminosos cibernéticos são muito hábeis em explorar as conexões entre estes itens. Sendo assim, muitos diretores de segurança estão adotando uma visão empresarial com respostas holísticas que conectam todos os pontos sensíveis expostos ao crime cibernético: transferências eletrônicas, mobilidade/ BYOD, online banking, caixas eletrônicos, contratação e credenciamento de funcionários, credenciamento de fornecedores, entre outros.

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