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China já usa firmas em operações de ciberdefesa

Da Redação
01/07/2024

Um artigo escrito por Matt Brazil e Peter Singer, ambos especializados em guerra e tecnologia, indica que a China já está utilizando serviços de empresas privadas para operações cibernéticas de interesse militar. Os especialistas destacam que vazamentos e outras revelações estão mostrando de que maneira o governo daquele país está se utilizando de empresas privadas em suas operações de inteligência. Um dos vazamentos ocorreu em Fevereiro deste ano, quando 577 documentos roubados da empresa de hacking chinesa iS00N foram despejados no GitHub.

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Matt Brazil é analista do BluePath Labs, Fellow da Jamestown Foundation e ex-oficial e diplomata do Exército dos EUA; Peter Singer é pesquisador na New America e autor de best-sellers como Wired for War. O artigo dos autores destaca que outros países já vêm fazendo a mesma coisa, como ficou evidente em outras ocasiões. No ano passado, por exemplo, a Carnegie Endowment compilou uma lista de 193 casos de ataques cibernéticos ofensivos executados por 40 empresas, incluindo seis chinesas. No entanto, o vazamento de documentos da iS00N revelou atividades inesperadas: trabalhando em nome dos Departamentos de Segurança Pública e de Segurança do Estado da China, a empresa espionou alvos por toda a Europa, Ásia e América do Norte.

Os documentos vazados do iS00N fornecem uma série de insights sobre o business de hacking para a China. Os valores cobrados pela empresa para monitorar endereços de e-mail são listados em US$ 125.000 por ano ou US$ 300.000 por três anos. Uma tabela de cinco páginas documenta contratos que remontam a 2016, com uma variedade de clientes, começando com o Chengdu Public Security Bureau e se espalhando para outros serviços de segurança em toda a China. Um contrato com o Ministry of Public Security Number 3 Institute em Pequim designou a empresa para fornecer um “ sistema de investigação remota de evidências ” para uso na China Unicom Network.

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