Campanha Je Suis Charlie esconde malware

Paulo Brito
16/01/2015

Campanha Je Suis Charlie esconde malwareNão é novidade que criminosos cibernéticos utilizam as notícias que estão em destaque na mídia para chamar a atenção de internautas e conseguir que se executem programas maliciosos em seus dispositivos. A Blue Coat, líder de mercado em tecnologia de segurança empresarial, que mantém um alerta permantente diante destas práticas, identificou um malware escondido em mensagens intituladas “Je suis Charlie”, slogan que viralizou após o massacre que vitimou a equipe do periódico Charlie Hebdo em Paris.

O malware em questão é o conhecido DarkComet RAT (chamado também de Fynlonski), uma ferramenta de administração remota gratuita que, pela sua facilidade de uso e variedade de suas características, permanece na dianteira por todos os tipos de cibercriminosos, de iniciantes a ativistas, até hackers mais maldosos.

Campanha Je Suis Charlie esconde malware
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A armadilha traz uma imagem de um bebê recém-nascido com uma pulseirinha com a inscrição “Je suis Charlie”. A imagem parece ter sido retirada a partir de fontes públicas. Após infectar o sistema, o malware envia uma falsa mensagem de erro em francês para enganar o usuário, fazendo-o pensar que abriu uma versão do MovieMaker. A mensagem reforça a impressão de que o ataque foi projetado para usuários franceses. A Blue Coat já informou as autoridades francesas da existência deste malware.

“Continuaremos monitorando as atividades deste malware. Por enquanto, fica o alerta para outros cibercriminosos que podem tirar proveito dos acontecimentos que chamam a atenção do público e da mídia. Infelizmente, nem assuntos delicados podem impedir que criminosos não tirem proveito”, avalia Marcos Oliveira, diretor geral da Blue Coat no Brasil.

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