Bug em software da Citrix levou a ataque à Boeing, diz relatório 

Da Redação
24/11/2023

A vulnerabilidade no software da Citrix, conhecido como Citrix Bleed, foi explorada pelo grupo de ransomware LockBit 3.0 para atacar a Boeing e outras organizações. No mês passado, a gangue russa assumiu a autoria do ciberataque à gigante da aviação. Posteriormente, removeu o nome da Boeing do site de vazamento e estendeu o prazo de 2 para 10 de novembro para pagamento do resgate dos dados. 

Ao que tudo indica, as negociações entre a companhia e os hackers não foram bem-sucedidas, já que o LockBit publicou cerca de 50 GB de dados em seu site de vazamento, supostamente roubados dos sistemas da Boeing. Acredita-se que a gangue tenha hackeado até 800 organizações apenas neste ano.

De acordo com algumas estimativas, as organizações americanas atingidas pelo LockBit pagaram à gangue de ransomware até US$ 90 milhões como resgate entre 2020 e meados deste ano. Desde sua formação em 2020, a LockBit emergiu como um dos maiores grupos de hackers do mundo.

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“O Citrix Bleed, conhecido por ser explorado por afiliados do LockBit 3.0, permite que os operadores de ameaças ignorem os requisitos de senha e autenticação multifator [MFA], levando ao sequestro bem-sucedido de sessões de usuário legítimo em dispositivos de controle de entrega de aplicativos web (ADC) e gateway da Citrix NetScaler”, diz um comunicado emitido pela Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança (CISA) dos EUA, juntamente com o FBI e o Centro Australiano de Segurança Cibernética.

A Boeing compartilhou as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) utilizadas pelo grupo. A falha foi corrigida pela Citrix no mês passado. No entanto, nessa altura, já estava a ser explorada por várias gangues de ransomware. Após a emissão do patch, a Citrix pediu aos usuários que o instalassem imediatamente.

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