Apesar do aumento da sofisticação dos ataques cibernéticos e da crescente dependência de infraestruturas digitais, a prontidão operacional perante ataques cibernéticos ainda é baixa no Brasil. A edição mais recente da Pesquisa Setorial em Cibersegurança, Inteligência Artificial e Governança de Dados, patrocinada pela FTI Consulting e realizada pelo MiTi (Markets Innovation & Technology Institute) com mais de 230 organizações brasileiras, indica que apenas 30% das organizações realizam treinamentos regulares do Plano de Resposta a Incidentes ou simulações estruturadas de crise, segundo comunicado da FTI Consulting.
Conforme a pesquisa, em paralelo há um descompasso de governança: embora 72% das empresas considerem o impacto reputacional mais grave do que as perdas financeiras diretas, somente 19% mantêm planos formais de resposta e gerenciamento de incidentes integrados às instâncias decisórias. Diante desse cenário, a preparação se tornou um pilar fundamental para que infraestruturas críticas de diversos setores econômicos testem seus protocolos, habilidades e capacidades de resposta.
De acordo com a FTI Consulting, incidentes ocorridos em infraestruturas críticas têm maior potencial de gerar uma reação em cadeia e paralisar serviços essenciais para a população. Isso reforça a importância de iniciativas como o Exercício Guardião Cibernético (EGC), maior exercício de defesa cibernética do hemisfério sul, realizado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do Exército Brasileiro com o objetivo de preparar organizações de setores críticos para enfrentar incidentes cibernéticos de maneira eficaz e coordenada. A oitava edição do Exercício Guardião Cibernético começa nesta segunda-feira (21) e vai até sexta-feira (25), reunindo mais de 240 organizações entre Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras, instituições de ensino e operadores de setores estratégicos.
Comunicação institucional e resposta a incidentes
Adriana Prado, diretora executiva, líder do segmento de Comunicação Estratégica da FTI Consulting no Brasil e especialista em crises cibernéticas, destaca a importância da iniciativa. “Esta é terceira vez que participamos do Guardião Cibernético contribuindo para que as empresas se atentem ao fato de que uma resposta eficaz vai além das capacidades técnicas, e precisa de ações coordenadas para assegurar uma comunicação institucional que garanta a continuidade operacional e mitigue riscos reputacionais”, afirma Adriana, conforme o comunicado.
A executiva ressalta ainda que “no Exercício Guardião Cibernético, trabalhamos com algumas das maiores empresas do país para fortalecer suas capacidades de resposta a incidentes e elevar seus níveis de resiliência. Essa experiência também contribui para estabelecer referências e boas práticas que podem inspirar organizações que não participam do Exercício, mas que igualmente enfrentam os desafios de um ambiente digital em constante evolução.”






