As empresas brasileiras arcam com um custo total de US$ 6,35 para cada dólar perdido em atividades fraudulentas, de acordo com o estudo “O Real Custo da Fraude – América Latina 2025“, publicado pela LexisNexis Risk Solutions. O levantamento, conduzido entre setembro e outubro de 2025 com 121 executivos de risco e fraude da Argentina, Brasil, Colômbia e México, revela que o valor reflete não apenas perdas financeiras diretas, mas também custos operacionais, de compliance e de recuperação de clientes.
Brasil bloqueia 3.657 transações fraudulentas por mês, mas 1.243 ainda são concluídas
Segundo Rafael Costa Abreu, diretor de fraude e identidade para América Latina da LexisNexis Risk Solutions, o custo geral da fraude continua aumentando consistentemente na região. “Regulações mais rígidas, maior conscientização sobre fraudes e um processo global de transferência de dinheiro mais simplificado estão impulsionando as perdas”, afirmou Abreu. Ele acrescentou que, no Brasil, os reguladores implementaram novas medidas de segurança ao longo de 2025 para conter fraudes no sistema de pagamentos instantâneos Pix.
O relatório indica que 53% das perdas por fraude no Brasil estão concentradas em atividades transacionais. As empresas latino-americanas impedem em média quase 3.000 transações fraudulentas por mês, mas mais de 850 ainda são concluídas com sucesso. O Brasil registra os maiores volumes da região, bloqueando aproximadamente 3.657 transações fraudulentas mensais, enquanto 1.243 ainda ocorrem apesar dos esforços de prevenção.
Fraude de terceiros representa metade das perdas na América Latina
Fraudes de identidade de terceiros — incluindo atividades com contas laranja, fraudes em desembolsos e account takeover — representam aproximadamente metade de todas as perdas por fraude na América Latina. No Brasil, a fraude de terceiros responde por 49% das perdas, seguida pela fraude de primeira parte (36%) e pela fraude sintética (15%). Canais web e mobile, somados, representam 61% das perdas na região. No Brasil, a distribuição é mais equilibrada: 28% das perdas ocorrem via mobile e 27% por meio de interações presenciais.
Quase três em cada quatro organizações estão focadas em equilibrar o atrito na experiência do cliente. Cinquenta e três por cento (53%) das empresas latino-americanas priorizam a redução do atrito para melhorar as taxas de conversão, enquanto 50% buscam integrar mais clientes. Transações com cartão (24%) e carteiras digitais (22%) representam a maior parcela das perdas por fraude na região, refletindo a rápida adoção de pagamentos digitais.






