Bloqueio de redes sociais eleva procura por VPNs na Rússia

Bloqueio do Twitter e o Facebook pelo governo russo, além de vários veículos de notícias, faz demanda por VPNs no país aumentar 462% desde 24 de fevereiro
Da Redação
24/03/2022

O bloqueio do Twitter e o Facebook, além de vários veículos de notícias, pelo órgão regulador da internet da Rússia, o Roskomnadzor, fez com que a demanda por VPNs (rede privadas virtuais) atingisse o pico histórico naquele país, de acordo com o laboratório de pesquisas de cibersegurança SafetyDetectives. 

A censura online, que começou em 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, fez com que os cidadãos russos buscassem alternativas, o que impulsionou a demanda por VPNs, que continua crescendo. As VPNs podem permitir que um usuário ignore as restrições governamentais da internet, além de fornecer privacidade e anonimato, ocultando o endereço IP e a localização do usuário.

A divisão dos dados por dia mostra que a demanda por VPNs aumentou significativamente na Rússia após 26 de fevereiro. No dia 4 de março, às 20h30. (hora de Moscou), a Rússia anunciou que bloquearia o acesso ao Facebook. Naquele dia, a demanda por VPN foi multiplicada por dois, atingindo pico duas horas depois, em número três a quatro vezes maior que nos dias anteriores.

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A equipe de pesquisa da SafetyDetectives descobriu que, desde 24 de fevereiro, a demanda por VPNs na Rússia aumentou 462%. Foram analisadas VPNs pagas e gratuitas para calcular essa média. Se fossem consideradas apenas para VPNs gratuitas, provavelmente o número seria muito maior.

Nos últimos anos, o governo russo vem tentando limitar o uso de VPN. Em 2017, introduziu uma lei que obriga os provedores de VPN e outros “anonimizadores” a cumprir a lista de sites proibidos pelo estado russo. Em 2019, começou a aplicar a lei, exigindo o cumprimento do bloqueio à Hola VPN, ExpressVPN, KeepSolid VPN Unlimited, NordVPN, Speedify VPN e IPVanish VPN. Em setembro do ano passado essas VPN foram banidas “por não cumprirem a lei”. Isso significa que os provedores de VPN devem restringir o acesso de usuários russos a sites proibidos ou arriscar que o governo russo também os bloqueie. 

À medida que mais e mais russos começam a usar VPNs na tentativa de contornar a censura online, resta saber se sites adicionais ou aplicativos VPN serão bloqueados. Recentemente, o governo russo anunciou que também bloquearia o Zello, um aplicativo de comunicação baseado nos EUA.

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