BlackBerry sepulta celulares, segue com segurança cibernética

Paulo Brito
05/02/2020
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Os dispositivos estavam sendo fabricados pela chinesa TCL, que na segunda-feira anunciou o encerramento da produção. O suporte e garantia irão até 2022

A TCL Communication, empresa chinesa de eletrônicos que fabrica atualmente os smartphones com a marca BlackBerry , anunciou segunda-feira que a parceria terminou e que vai parar de vender dispositivos móveis da marca BlackBerry em agosto. A TCL não tem mais os direitos para “projetar, fabricar ou vender” qualquer novo dispositivo Blackberry, informou a empresa em um comunicado que ela publicou no Twitter. 

A TCL continuará dando suporte aos dispositivos que ela fabricou, por meio do serviço de atendimento ao cliente e do termo de garantia, até 2022. Não há informações de que a BlackBerry fará parceria com outra empresa de eletrônicos para a produção e venda dos aparelhos. “Para aqueles da TCL Communication que tiveram a sorte de trabalhar na BlackBerry Mobile, queremos agradecer, assimi como a todos os nossos parceiros, clientes e comunidade de fãs do BlackBerry por seu apoio nos últimos anos”, declarou a TCL Communication.

A TCL Communication fez sua parceria com a BlackBerry para produzir os smartphones da série KEY, incluindo os BlackBerryes KEYonne Motion, KEY2 e KEY2 LE. Os aparelhos BlackBerry ganharam mercado desde seu lançamento no início dos anos 2000 por causa de seu teclado e de seus reconhecidos recursos de segurança. Hoje, no entanto, a BlackBerry não depende mais das vendas de dispositivos móveis para a maior parte de seus negócios. A empresa parou de fabricar seus próprios smartphones em 2016 e terceirizou a produção deles com parceiros como a TCL Communication. Essa decisão ocorreu durante a queda nas vendas dos telefones. A BlackBerry também demorou muito para adotar touch screen, perdendo então espaço para Apple, Samsung e outros fabricantes de dispositivos Android. A partir de então, a BlackBerry voltou sua atenção para negócios mais lucrativos de software, principalmente em segurança cibernética e dispositivos conectados à “Internet das Coisas”, como carros. Embora a empresa ainda lute para obter lucro no ano fiscal de 2020, essa estratégia ajudou a recuperar BlackBerry, que chegou às proximidades da falência perto de dez anos atrás. As ações da BlackBerry subiram cerca de 1% após o anúncio de segunda-feira.

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