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Black Friday eleva volume de ataques de phishing para toda a América Latina

A Kaspersky detectou em sua rede 196 ataques de phishing por minuto na região da América Latina
Da Redação
24/11/2020
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A Kaspersky anunciou hoje que seus pesquisadores de segurança observaram um crescimento de 9% nas atividades fraudulentas nos últimos 21 dias: no período de 29/10 a 18/11, a empresa detectou 196 ataques de phishing por minuto na América Latina. O phishing é segundo a empresa a tática mais usada para roubar credenciais (logins e senhas) e clonar cartões de crédito das vítimas para acessar serviços online, como sites e-commerce.

As promoções para a Black Friday costumam começar algumas semanas antes, porém, o ano de 2020 está sendo único em diversos aspectos, informa a Kaspersky: “Devido aos impactos da pandemia no varejo, muitas lojas expandiram as ofertas durante o mês de novembro. Tal atividade poderia aumentar o interesse dos cibercriminosos, mas não é isso que os especialistas de segurança identificaram ao analisar as detecções de phishing na região”.

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De acordo com Fabio Assolini, analista sênior do time de investigação e análise da Kaspersky, foram bloqueadas 5.936.074 tentativas de acesso a sites de phishing na América Latina no período estudado. Em 2019, esse número foi de 5.464.524 no mesmo período, o que representa um aumento de 9% na comparação ano-a-ano.

“A Black Friday é uma data muito especial. Já é tradição em muitos países latinos e não surpreende ver um crescimento nos ataques. Mas é curioso ver que existe uma tendência de leve queda nas atividades maliciosas e isso indica que os cibercriminosos não estão focando nessa fraude neste ano. Revisando as detecções por país na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, verificamos um grande crescimento das atividades na Argentina (25%), porém, nos demais países, houve queda (-%40/BR, -22%/Chi, -52%/Col, -37%/Mex e -43%/Per). Acredito que este contexto esteja ligado aos impactos da pandemia nos países e em como o cibercrime reagiu frente a este cenário, priorizando os ataques contra empresas ou focando a fraude nos beneficiários dos auxílios emergenciais devido à pandemia”, conclui Assolini.

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