Suspeita de ataque paira sobre prévias do PSDB

Uma fonte que tem familiaridade com a operação disse que até perto de 11h poucos haviam conseguido votar
Paulo Brito
21/11/2021
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Tela do aplicativo exibindo erro no acesso

O aplicativo Prévias PSDB, desenvolvido para a realização das prévias do PSDB pela Faurgs (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), apresentou problemas na manhã de hoje, dificultando a votação que escolherá o pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2022. Membros do diretório nacional do PSDB manifestaram a suspeita de que um ataque cibernético tenha impedido o funcionamento do aplicativo destinado a coletar os votos. No final do dia, o partido publicou um comunicado dizendo que a votação estava pausada, mas que “a integridade e a segurança do sistema estão totalmente preservadas. Todos os votos registrados desde a abertura da votação neste domingo estão válidos e serão computados”.

Pela manhã, o app não estava aceitando sequer a entrada da numeração do título em certos momentos. Uma fonte que tem familiaridade com a operação disse que até perto de 11h poucos haviam conseguido votar e que isso provavelmente atrasaria a publicação do resultado, marcada para as 18h de hoje, 21 de novembro de 2021. Essa fonte informou acreditar que não houve testes suficientes da infraestrutura necessária à operação.

A mesma fonte afirmou que até ontem o time de desenvolvimento ainda estava ajustando o código do aplicativo e que o serviço teria custado ao partido R$ 1,25 milhão: “A executiva nacional emitiu um comunicado para as campanhas afirmando que o problema é a validação facial, que está gerando alto consumo dos recursos [nos servidores]. Estão cogitando remover essa validação, o que é imprudente pela quebra de integridade da segurança do voto. Com a quantidade de títulos de eleitor disponíveis em tantos vazamentos já ocorridos, qualquer um passa a poder votar por outros”, informou a fonte.

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Segundo a Comissão Executiva do Partido, são 44.700 tucanos que se cadastraram para votar (vereadores e filiados de todo o Brasil votam pelo aplicativo). Para fazer isso, eles precisam instalar e abrir o aplicativo, inserir seu título de eleitor e a seguir fazer duas validações: uma por meio de código enviado por SMS para o celular cadastrado pelo filiado e outra facial, por meio da câmera de selfie do celular.

Há informações de que os aspectos de segurança do aplicativo teriam sido supervisionados pelas empresas Bidweb e Kryptus. O CISO Advisor não conseguiu contato com a BidWeb. A Kryptus informou por meio de sua assessoria de imprensa que apenas o cliente pode dar informações sobre o assunto.

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