Ataques russos são maior ameaça às Olimpíadas

Da Redação
06/06/2024

Os grupos de ameaças russos – aqueles apoiados pelo estado – representam a maior ameaça cibernética para as Olimpíadas de Paris, sendo o Sandworm (APT44, também conhecido como Frozenbarents) o grupo com maior probabilidade de conduzir operações disruptivas, destrutivas ou híbridas, diz pesquisa da Mandiant. Os autores do estudo baseiam sua conclusão num histórico bem documentado de gangues russas que atacaram os Jogos anteriores. Vários outros grupos hacktivistas pró-Rússia representam uma ameaça viável às Olimpíadas. Isso inclui Anonymous Sudan, Cyber ​​Army of Russia Reborn, NoName057(16), UserSec e Server Killers.

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Durante a Rio 2016, o grupo Fancy Bear (APT28) teve como alvo autoridades antidoping e comprometeu organizações esportivas e antidoping, enquanto o Sandworm vazou dados médicos dos atletas. Durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Pyeongchang 2018, o Sandworm interrompeu a conectividade usando um wiper, fez coleta de credenciais em grande escala e distribuiu aplicativos móveis trojanizados.

“A atividade incluiu phishing de credenciais e distribuição de malware para Windows, MacOS e Android. Na campanha Android, o APT44 obteve cópias legítimas de aplicativos Android populares na Coreia do Sul, modificou-os para adicionar um implante móvel personalizado e depois publicou os aplicativos trojanizados na Play Store”, diz o relatório da Mandiant.

Os pesquisadores também esperam uma retaliação política pela posição pró-Ucrânia da França, e pela proibição da Rússia de competir nos jogos sob a sua bandeira. Em Fevereiro de 2024, a França acusou a Rússia de conduzir campanhas generalizadas de desinformação para perturbar os Jogos Olímpicos e as próximas eleições gerais na UE. Dois meses depois, ao abrir uma instalação de natação olímpica, o presidente francês Emmanuel Macron acusou a Rússia de conduzir uma campanha de desinformação online que minava a segurança dos próximos jogos.

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