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Ataques de ransomware batem recorde e crescem 485% em 2020

Segundo estudo, quase dois terços dos ataques de ransomware ocorreram nos primeiros dois trimestres
Da Redação
06/04/2021
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Os ataques de ransomware aumentaram impressionantes 485% no ano passado na comparação com 2019, de acordo com o Relatório de Cenário de Ameaças ao Consumidor – 2020 da Bitdefender, que destacou as formas como os cibercriminosos passaram a atacar na pandemia de covid -19.

Segundo o estudo, quase dois terços dos ataques (64%) de ransomware ocorreram nos primeiros dois trimestres de 2020. O relatório, que analisou dados da Rede de Proteção Global (GPN) da Bitdefender, revela que os sistemas operacionais proprietários usados ​​em dispositivos IoT representaram 96% de todas as vulnerabilidades detectadas. Ele aponta também que houve um aumento de 335% nas vulnerabilidades de smart TVs na comparação com 2019.

Os pesquisadores analisaram como operadores de programas maliciosos utilizaram técnicas de engenharia social no ano passado. O Android foi especialmente direcionado para espalhar malware e aplicativos maliciosos dessa forma, registrando um crescimento de 32% nas ameaças durante o segundo semestre de 2020. Muitos deles envolviam a representação de software de videoconferência e aplicativos médicos, especialmente durante os estágios iniciais da pandemia. Por exemplo, abril e maio representaram 14% e 12% do número total de relatórios do Android no ano passado.

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Um grande aumento de aplicativos potencialmente indesejados também foi detectado pelos pesquisadores, chegando a 320% ano sobre ano. Embora nem sempre sejam necessariamente maliciosos, eles podem afetar as experiências do usuário, tornando os sistemas mais lentos, exibindo anúncios inesperados ou até mesmo instalando software adicional. Além disso, foi observado um aumento anual de 189% nas vulnerabilidades em dispositivos de armazenamento conectado à rede (NAS).

Bogdan Botezatu, diretor de pesquisa e relatórios de ameaças da Bitdefender, diz que os dados de 2020 mostram consumidores sob constante ataque de cibercriminosos, que procuraram capitalizar diante do medo e a incerteza social que acompanha a pandemia global. “Os cibercriminosos não vão parar por nada para usar eventos atípicos e empatia humana para encher seus bolsos. À medida que a pandemia continua, vemos constantemente a evolução dos ataques por meio de mecanismos de distribuição de malware, engenharia social inventiva e novas explorações.”

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