Ataque de DDoS contra o Irã derruba 25% de sua Internet

Paulo Brito
10/02/2020
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O ataque aconteceu justamente no dia em que o Irã iria lançar um novo satélite. No dia seguinte o governo informou que o satélite não conseguiu alcançar sua órbita

Área no lado direito mostra a queda de conectividade

Um porta-voz da empresa de infra-estrutura de telecomunicações do Irã afirmou no sábado que um ataque cibernético interrompeu temporariamente os serviços de Internet do país, mas foi detido por um firewall doméstico conhecido como Dezfah. Sadjad Bonabi, membro do conselho de administração da Empresa de Infraestruturas de Telecomunicações, do Ministério das Telecomunicações, fez o anúncio do ataque em um tweet, acrescentando que a interrupção afetou algumas operadoras de telefonia móvel e provedores de internet doméstica. Curiosamente, o ataque aconteceu no dia em que o Irã iria lançar um novo satélite. No dia seguinte o governo informou que o satélite não conseguiu alcançar sua órbita.

Em um tweet também, a NetBlocks, empresa que faz vigilância do estado da Internet, informou num relatório que a partir das 11:45h (4h45 no Brasil) a conectividade do país inteiro havia caído para 75%, deixando de cair mais porque as autoridades supostamente haviam ativado o mecanismo de isolamento “Fortaleza Digital”. Apesar disso, a NetBlocks disse que o incidente continuava em andamento. Seu relatório dizia: “Os dados de rede do observatório da Internet NetBlocks confirmam uma extensa interrupção nas redes de telecomunicações no Irã na manhã de sábado, 8 de fevereiro de 2020, com duração de várias horas”. 

Em outro tweet três horas depois, Bonabi disse que todas as operadoras de Internet afetadas pelo ataque estavam estabilizadas. De acordo com ele, o blecaute parcial foi causado por um ataque DDoS.

Nariman Gharib, jornalista do Reino Unido e ativista da liberdade na Internet em um tweet, disse que o ataque de botnets às infraestruturas iranianas da Internet foi “maciço”. Em entrevista à Agência de Notícias Mehr mais tarde, Bonabi disse que o ataque se originou no leste da Ásia e na América do Norte, mas não parecia ter sido conduzido por outro governo e era obra de hackers. Os dados da NetBlocks mostraram uma queda nítida na conectividade com várias das principais operadoras de rede do Irã, afetando também as operadoras de telefonia celular e de linha fixa. A recuperação parcial foi observada uma hora depois, mas outras redes só retornaram cerca de sete horas após o início do incidente. 

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