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Ataque cibernético tira do ar site da Bolsa de Valores de Moscou

Da Redação
01/03/2022

Uma comunidade de hackers que adota o modelo crowdsourcing (terceirização de tarefas e contribuição coletiva), apoiada por autoridades de Kiev, assumiu a responsabilidade por tirar do ar o site da Bolsa de Valores de Moscou na segunda-feira, 28 de fevereiro. O “exército de TI” de hackers voluntários da Ucrânia postou mensagem no Telegram na qual diz ter levado apenas cinco minutos para tornar o site inacessível.

Um porta-voz da NetBlocks, empresa global de rastreamento de conectividade com a internet, confirmou a derrubada do site à Forbes. “Podemos confirmar que o site da Bolsa de Valores de Moscou está inativo, mas não temos visibilidade da causa raiz do incidente ou da extensão da interrupção”, disse ele.

O vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, anunciou a formação do que chamou no Twitter na semana passada de “exército de TI” e publicou um link para uma lista de sites russos proeminentes para os hackers atacarem. Na lista de alvos estavam os sites de 31 empresas e organizações estatais russas, incluindo os da companhia de energia Gazprom, a produtora de petróleo Lukoil, três bancos e vários sites governamentais.

Após a postagem no Telegram, Fedorov postou a seguinte mensagem nas mídias sociais: “A missão foi cumprida! Obrigado!”

Após um atraso inicial, o banco central da Rússia confirmou que a Bolsa de Moscou permaneceria fechada na segunda-feira. As ações de empresas russas listadas em Londres despencaram depois que a invasão da Ucrânia pelo país foi recebida com a imposição de novas sanções. A Bloomberg relata que os recibos de depósito do Sberbank da Rússia PJSC caíram até 77%, enquanto os papéis da Gazprom PJSC desabaram 62%.

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No meio da tarde de segunda-feira, o site do maior credor da Rússia, o Sberbank, também foi desativado. A interrupção foi confirmada pela NetBlocks e comemorada por Fedorov. “O Sberbank caiu!”, comemorou ele nas redes sociais.

Os ataques cibernéticos à Rússia seguem a vários ataques digitais a sites de bancos e governos ucranianos, atribuídos à Rússia por autoridades do Reino Unido, EUA e Ucrânia.

Na segunda-feira, a Direção Nacional de Segurança Cibernética da Romênia e a empresa de segurança cibernética Bitdefender anunciaram uma parceria para fornecer treinamento em segurança cibernética, inteligência de ameaças e tecnologia gratuitamente à população da Ucrânia, membros da OTAN e qualquer país aliado ao bloco ocidental, “pelo tempo que for necessário.”

Florin Talpes, cofundador e CEO da Bitdefender, disse à Infosecurity: “Como orgulhosos romenos e uma empresa de cidadãos globais, estamos com nossos vizinhos do norte que lutam bravamente por seu futuro”.

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