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Aquecimento do mercado impulsiona fusões e aquisições no setor

Prioridade dada à cibersegurança nos orçamentos de TI das empresas contribuiu para aumento das fusões e aquisições, que atingiram US$ 20 bilhões em 2020
Da Redação
16/03/2021
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O ano de 2020 foi decisivo para a indústria de segurança cibernética. Apesar da pandemia de covid-19 — e também por causa dela — foi um período marcado pela consolidação contínua do mercado e de investimento robusto, o que mostrou uma grande resiliência do setor, segundo levantamento do Almanaque Anual de Cibersegurança, da consultoria Momentum Cyber.

O estudo, para o qual foram analisadas de mais de 3.500 empresas de segurança cibernética em todo o mundo e atividades de negócios estratégicos, incluindo IPOs, fusões e aquisições, investimentos de capital de risco e de private equity, além de tendências de mercado, revela que o volume de fusões e aquisições atingiu US$ 20 bilhões no ano passado, enquanto os investimentos de private equity e venture capital somaram US$ 10,7 bilhões.

“Com a mudança para o trabalho remoto, consolidação contínua do mercado e investimento robusto, estamos vendo mais uma vez a segurança cibernética se tornar prioridade nos orçamentos de TI das empresas e também das agências governamentais”, disse Eric McAlpine e Michael Tedesco, fundadores e sócios-gerentes da Momentum Cyber.

De acordo com o levantamento, em 2020, seis transações foram avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, o maior número de negócios de mais de um bilhão de dólares já realizado no setor. Os segmentos de consultoria de segurança e de provimento de serviços gerenciados segurança (MSSP) continuaram a liderar os negócios da indústria, com destaque também para o subsetor de segurança contra fraudes e transações que experimentou um aumento de 140% no volume de transações ano sobre ano.

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Os fundos de private equity continuaram a demonstrar grande interesse em empresas de segurança cibernética, respondendo por 66 negócios, ou seja, por 37% do volume de fusões e aquisições, das quais 26 foram investimentos em plataformas e 40 na expansão do portfólio existente. Da mesma forma, os investidores minoritários não deram sinais de desaceleração, respondendo por 539 investimentos (aumento de 28% ano sobre ano) e aproximadamente US$ 2 bilhões a mais em capital investido em relação a 2019 (aumento de 20% ano sobre ano).

O mercado de IPO (oferta inicial de ações) viu três empresas de segurança cibernética abrirem o capital — Sumo Logic, McAfee e Telos — totalizando US$ 1,3 bilhão em receitas brutas. As ações do setor de cibersegurança superaram de forma consistente o índice S&P em 2020, com seis empresas experimentando 100% de valor de mercado, enquanto três empresas com melhor desempenho (Cloudflare, Zscaler e CrowdStrike) ganharam tiveram valorização de 320% cada uma no ano passado.

A pujança do mercado no ano passado infelizmente esteve atrelada, direta e indiretamente, ao aumento das violações de dados. Ao todo, foram 1.108 violações relatadas somente nos EUA. Embora isso represente uma ligeira queda, 2020 testemunhou uma das piores violações da história recente: o ataque a cadeia de suprimentos da fabricante de software SolarWinds, que distribuiu malware para mais de 18 mil organizações em todo o mundo. Entre as vítimas estão várias agências governamentais, a Microsoft e a renomada empresa de segurança cibernética FireEye.

Para este ano, especialistas do setor preveem que as empresas irão concentrar o foco na proteção e visibilidade de ambientes híbridos, com várias nuvens; no investimento em soluções de segurança mais voltadas ao desenvolvimento de software; a ascensão e o domínio dos provedores de serviços de acesso seguro de borda de rede (SASE) e zero trust na segurança de nuvem; foco renovado na segurança de dados; e ventos mais favoráveis a regulamentações e conformidade, impulsionando o monitoramento contínuo de controles no mercado.

Em relação aos riscos os destaques continuarão para o trabalho remoto e a rápida proliferação de dispositivos IoT, aponta o Almanaque.“Como a segurança cibernética continua a ser uma área estratégica e que se torna cada vez mais crítica para as operações, a uma estratégia de fusão e aquisição bem-sucedida assume um nível de importância maior com ganhos para todas as partes”, salienta Dave DeWalt, fundador e presidente da Momentum Cyber.

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