Anonymous vaza mais de 360 mil arquivos de agência federal russa

Grupo de hackers afirma ter liberado ao público o banco de dados do Serviço Federal de Supervisão das Comunicações, Tecnologia da Informação e Meios de Comunicação de Massa (Roskomnadzor)
Da Redação
13/03/2022

O grupo de hackers Anonymous afirma ter violado o banco de dados do Serviço Federal de Supervisão das Comunicações, Tecnologia da Informação e Meios de Comunicação de Massa (Roskomnadzor), do qual teria vazado mais de 360 mil arquivos.

O Roskomnadzor é o órgão executivo federal russo responsável pela censura na mídia e nas telecomunicações e tem aplicado as novas orientações do Kremlin que visam impedir reportagens da mídia independente na Rússia sobre o conflito com a Ucrânia, que começou em 25 de fevereiro. Entre as medidas recentes do órgão está o bloqueio do acesso ao Twitter e ao Facebook. Além disso, em 4 de março, o presidente russo Vladimir Putin apresentou uma nova lei que proíbe a publicação de “informações conscientemente falsas” sobre os militares russos e suas operações, com pena de até 15 anos de prisão. Isso levou várias órgãos da mídia ocidental, como o The New York Times, a interromper temporariamente as operações no país.

Em um tuíte postado em uma de suas contas na quinta-feira da semana passada, 10, o grupo hacker Anonymous declarou ter violado e vazado com sucesso o banco de dados de Roskomnadzor, liberando ao público mais de 360 ​​mil arquivos. 

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O Anonymous é conhecido por hackear governos e outras organizações por ações e políticas com as quais discordam, como reprimir manifestantes. Em 25 de fevereiro, o grupo declarou “guerra cibernética” contra o governo de Vladimir Putin em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Desde então, o grupo afirma ter derrubado vários sites estatais russos, como a Duma Estatal, bem como o site da rede de televisão internacional controlada pelo estado russo RT.

Além disso, vários hackers e outros grupos de hacktivismo têm atacado entidades russas desde o início do conflito, e esses esforços parecem estar surtindo algum efeito. Na semana passada, Jeremiah Fowler e uma equipe do Website Planet descobriram que mais de 90% dos bancos de dados em nuvem russos expostos foram comprometidos, permitindo que hackers excluam dados, renomeiem arquivos e potencialmente extraiam informações para ataques futuros.

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