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Analistas de fraude bancária não usam evidências disponíveis na dark web

Metade dos analistas de fraude de instituições financeiras diz não ser capaz de seguir pistas no submundo da rede
Da Redação
22/10/2020
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Uma nova pesquisa sobre como os crimes financeiros são investigados descobriu que a maioria dos analistas de fraude de instituições financeiras não reúnem evidências disponíveis na dark web.

A provedora de plataforma de isolamento da web Authentic8 divulgou nesta quinta-feira, 22, os resultados de sua “Pesquisa Global de Crimes Financeiros 2020”, realizada em parceria com a Associação de Especialistas Certificados em Crimes Financeiros (ACFCS).

A pesquisa questionou 175 analistas de fraude de 150 instituições financeiras sobre como elas estão lidando com riscos crescentes e exposição a perdas enquanto lutam contra ameaças online.

Quando perguntado “Você/sua equipe está pesquisando e coletando evidências da dark web?”, 75% dos analistas de fraude responderam “não”. Quase metade (46%) disse que não é capaz de seguir pistas na dark web, mas coletaria mais inteligência do submundo da rede e outras fontes tóxicas “se pudesse ser feito com segurança e com uma trilha de auditoria”.

A necessidade de exposição zero foi reconhecida por 74% dos analistas de fraude, que concordaram com a seguinte declaração: “Precisamos proteger nossa infraestrutura de TI enquanto navegamos em sites inseguros/conteúdo malicioso”. Quase todos entrevistados (91%) disseram que o anonimato durante a realização de investigações e pesquisas online era “desejável ou crítico”.

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Mais de um quarto dos entrevistados (28%) disse que seu maior desafio nas investigações online é concluir o treinamento para acompanhar a evolução das ameaças criminais e os avanços tecnológicos.

Uma descoberta importante da pesquisa foi que a produtividade do número de casos era um problema para muitos analistas de fraude. Mais da metade (57%) dos pesquisados ​​disse que sua produtividade é a mesma ou pior neste ano na comparação com 2019.

Quase todos analistas de fraude (90%) disseram que mais investimento em recursos de coleta modelo OSINT (inteligência de código aberto) era necessário “para acelerar o tempo de percepção” para as investigações.

“As ameaças estão crescendo em sofisticação e número, mas as empresas pesquisadas estão nos dizendo que a produtividade de seus analistas de fraude não está melhorando na mesma proporção”, disse Scott Petry, cofundador e CEO da Authentic8, à Infosecurity. “O desequilíbrio leva a mais exposição ao risco para empresas financeiras e outros setores regulamentados. Eles correm o risco de baixas contábeis, penalidades legais, danos à reputação de suas marcas e muito mais.”

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