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América Latina tem carência de 701 mil profissionais de cyber

Os cargos mais difíceis de se contratar são os de especialistas em segurança em nuvem e analistas de SOC e de DevSecOps
Da Redação
28/04/2022

A escassez de habilidades em segurança cibernética continua a causar diversos desafios e repercussões negativas para as organizações, incluindo a ocorrência de violações de segurança e, consequentemente, perda de dinheiro. É o que mostra o “Relatório de Lacunas de Habilidades em Segurança Cibernética – 2022”, da empresa de cibersegurança Fortinet.

No recorte específico para a América Latina, o estudo afirma que 70% das empresas admitiram ter sofrido de uma a quatro violações de segurança nos últimos 12 meses, enquanto 17% afirmaram ter sofrido mais de cinco, sendo que essas violações custaram até US$ 1 milhão para seus negócios (para 37% dos entrevistados) e muitas vezes ultrapassaram esse valor (para 26%). De acordo com 64% dos executivos entrevistados, a lacuna de habilidades em cibersegurança contribui para o aumento do risco cibernético de suas organizações.

Como resultado, a lacuna de habilidades continua sendo uma das principais preocupações dos executivos C-Level e está se tornando, cada vez mais, uma prioridade dos conselhos de administração das companhias. Nos países da região latino-americana, 89% das organizações relataram que seu quadro de diretores questiona especificamente o que a empresa está fazendo para lidar com o aumento de ataques cibernéticos. E 80% dos entrevistados afirmaram que são pressionados pela diretoria a aumentar o número de funcionários de TI e segurança cibernética.

Número de violações sofridas nos últimos 12 meses
Violações custaram até US$ 1 milhão aos negócios das empresas

Segundo o “Cyber Workforce Report – 2021”, da associação (ISC)2, a força de trabalho global em segurança cibernética precisa crescer 65% para poder defender efetivamente os ativos críticos das organizações. Como o número global de profissionais necessários para preencher a lacuna tenha diminuído de 3,12 milhões para 2,72 milhões no ano passado, esse ainda é um vazio significativo que deixa as empresas vulneráveis. Apenas na América Latina, faltam 701 mil profissionais de cibersegurança.

Treinamento e certificações

O relatório da Fortinet demonstra que o treinamento e as certificações são formas essenciais pelas quais as organizações buscam lidar com a lacuna de habilidades. De acordo com 98% dos líderes da América Latina, as certificações focadas em tecnologia impactam positivamente seu papel e o de sua equipe. Assim, 77% dos líderes preferem contratar pessoas com certificações, mas 88% afirmam ser difícil encontrar profissionais com esse diferencial. Além disso, 95% dos entrevistados dizem estarem dispostos a pagar para que um funcionário receba certificações cibernéticas. Uma das principais razões para as certificações serem altamente consideradas pelas empresas é o aumento da conscientização e a realização de tarefas de forma mais eficiente.

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Com relação ao quadro geral de funcionários, 52% dos líderes acreditam que seus colaboradores não possuem o conhecimento necessário em cibersegurança. “De acordo com o relatório, a lacuna de habilidades não é apenas um desafio de escassez de talentos, mas também está afetando severamente os negócios, tornando-se uma das principais preocupações dos líderes executivos em todo o mundo. Estamos comprometidos a enfrentar os desafios revelados no relatório por meio de várias iniciativas, incluindo programas focados em certificações de segurança cibernética e recrutamento de mais mulheres para o segmento. Como parte desse compromisso, a Fortinet se propôs a treinar 1 milhão de profissionais até 2026 para aumentar consciência cibernética e diminuir a lacuna de habilidades no setor”, diz Sandra Wheatley, vice-presidente sênior de Marketing, Inteligência de Ameaças e Comunicações com Influenciadores da Fortinet.

Aposta na diversidade 

O relatório descobriu ainda que, na América Latina, 64% dos líderes admitem que sua organização enfrenta dificuldades de recrutamento e 48% enfrenta dificuldades para reter talentos. Os cargos apontados como mais difíceis de se contratar são os de especialistas em segurança em nuvem (com 40%) e os analistas de SOC e de DevSecOps (empatados com 37%).

Entre os três principais desafios de contratação está o recrutamento de recém-formados (para 77% dos entrevistados), mulheres (72%) e minorias (60%). À medida que as organizações buscam construir equipes mais capazes e diversificadas, 93% das empresas na América Latina possuem metas explícitas de diversidade para os próximos dois ou três anos como parte de sua estratégia de contratação.

O relatório também demonstrou que 80% das organizações têm estruturas formais para recrutar especificamente mais mulheres.

A pesquisa foi realizada entre os meses de janeiro e fevereiro com mais de 1.200 tomadores de decisão de TI e cibersegurança em empresas de diversos segmentos, em 29 países, incluindo o Brasil.

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