Alta de 180% em fraude digital, alerta LexisNexis

A LexisNexis Risk Solutions observou um aumento de 180% nos ataques com deepfakes em relação ao ano anterior, impulsionado pela evolução rápida de documentos, imagens e vídeos de prova de vida gerados por inteligência artificial, conforme alerta divulgado em julho de 2026. A empresa prevê que uma em cada 100 verificações malsucedidas conterá um deepfake, com 100 bilhões de verificações relacionadas à identidade previstas para este ano pela Juniper Research. A especialista global em prevenção de fraudes alerta que a qualidade desses ataques desafia os processos tradicionais de verificação de identidade.

Riscos para empresas e consumidores

Segundo a LexisNexis, agentes mal-intencionados utilizam deepfakes para contornar verificações de identidade, criar contas falsas ou assumir o controle de contas existentes para realizar pagamentos e compras não autorizados, lavar dinheiro ou abusar de incentivos promocionais. Uma em cada 11 novas contas criadas em 2025 foi resultado de uma tentativa de fraude, e quase um quinto de todas as fraudes reportadas envolveu acesso não autorizado a contas de clientes, de acordo com o Relatório de Cibercrime da empresa.

Técnicas de detecção e documentos mais visados

Deepfakes altamente realistas exigem análise forense de centenas de elementos de segurança, incluindo estrutura do documento, integridade da imagem, hologramas e microtextos, segundo Kimberly Sutherland, head global de fraude e identidade da LexisNexis Risk Solutions. A executiva afirmou que deepfakes geralmente falham em várias pequenas imperfeições, ao contrário das falsificações físicas, mas essas falhas não são identificáveis a olho nu. Os fraudadores priorizam documentos de alto valor, como passaportes, carteiras de motorista e documentos nacionais de identidade dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França.

Resposta e recomendações

Sutherland alertou que os ataques gerados por IA estão praticamente dobrando ano após ano e se tornando mais sofisticados. Shane O’Sullivan, analista da Juniper Research, afirmou que soluções eficazes dependem da integração entre autenticação de documentos, detecção biométrica de prova de vida e análise de risco em tempo real. A LexisNexis recomenda que empresas adotem uma linha de defesa sólida que incorpore captura ponta a ponta, análise de fraude e verificações de prova de vida, pois “mesmo a menor brecha em suas defesas é como uma janela aberta pela qual um fraudador pode entrar”.