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Adware já responde por 72% de todos os malwares móveis

Da Redação
12/03/2020
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Levantamento da Avast indica que o adware é um problema crescente, com sua participação — entre todos os tipos de malware do Android — tendo aumentado 38% apenas no ano passado

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O adware (software que exibe automaticamente uma grande quantidade de anúncios sem a permissão do usuário) já é responsável pela grande maioria dos malwares para dispositivos móveis Android. Os dados foram coletados pelos especialistas do laboratório de ameaças da Avast entre outubro e dezembro de 2019. Segundo o levantamento, o adware foi responsável por 72% de todos os malwares para dispositivos móveis, enquanto os 28% restantes consistiram em trojans bancários, aplicativos falsos, lockers e downloaders.

As informações da Avast indicam que o adware é um problema crescente, com sua participação — entre todos os tipos de malware do Android — tendo aumentado 38% apenas no ano passado.

Esse tipo de malware geralmente se disfarça na forma de aplicativos de jogos e de entretenimento ou outros tipos de apps que são populares, tornando-os alvos interessantes com alto potencial de propagação. Esses aplicativos podem parecer inofensivos, mas depois de infectar um dispositivo, clicam clandestinamente nos anúncios em segundo plano. Às vezes, o adware também exibe anúncios com conteúdo malicioso.

Existem dois tipos principais de adware: aplicativos de adware, que geralmente são apps de jogos, fotos ou outros de estilo de vida que parecem benignos após instalados, mas quando abertos, começam a enviar spams ao usuário com anúncios; e ad-fraud/ad-clickers, um tipo de adware mais malicioso que, quando baixado, executa atividades furtivas, sem o conhecimento do usuário. Esses apps podem baixar um arquivo .dex criptografado (arquivos executáveis dalvik para aplicativos Android) em segundo plano do dispositivo e descriptografá-lo para executar ações como clicar em anúncios sem o conhecimento do usuário, permitindo que os cibercriminosos ganhem dinheiro dos anunciantes. Ocasionalmente, esses criminosos vão subscrever os usuários nos serviços de assinatura premium. Um exemplo recente é o malware Joker.

Com relação às descobertas, Nikolaos Chrysaidos, head de segurança & inteligência de ameaças para dispositivos móveis da Avast, destaca que os adwares também representam uma ameaça aos usuários pelo fato de os cibercriminosos poderem usá-los como backdoorpara um dispositivo — seja para ganhar dinheiro dos anunciantes ou roubar informações sigilosas. “Estamos acompanhando esse problema há vários anos e o aumento do uso de dispositivos móveis provavelmente está impulsionando o seu crescimento”, conclui.

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