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Cerca de 90% dos gestores admitem que pagariam resgate

Nas empresas que pagaram resgates no passado, 97% do dirigentes estavam dispostos a fazê-lo novamente, diz estudo
Da Redação
18/05/2022

Um novo relatório da Kaspersky revela que, em 88% das organizações em todo o mundo que foram atacadas por ransomware, os líderes empresariais optariam por pagar o resgate se forem alvo de outro ciberataque. Nas empresas que pagaram resgates no passado, 97% do dirigentes estavam dispostos a fazê-lo novamente. Entre as empresas que ainda não foram vitimizadas, apenas 67% estariam dispostas a pagar.

As empresas atingidas no passado estavam mais inclinadas a pagar o mais rápido possível para obter acesso imediato aos seus dados (33%, na comparação com 15% das empresas que nunca foram vitimadas) ou a pagar após alguns dias sem obter sucesso nas tentativas de obter a chave de descriptografia (30% versus 19%).

Quase dois terços (64%) das empresas disseram que sofreram ataques de ransomware e 66% acreditam que uma invasão acontecerá em algum momento, considerando-o mais provável do que outros tipos de ataque, como DDoS, cadeia de suprimentos, APT, criptomineração ou ciberespionagem.

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Os especialistas orientam as vítimas a nunca pagarem resgates, pois isso não garante que recuperem seus dados e incentiva os criminosos a continuar seus negócios. Em vez disso, eles recomendam relatar incidentes às autoridades locais, bem como tomar medidas preventivas, incluindo a configuração de backups offline, manter o software em todos os dispositivos corporativos atualizados, habilitar a proteção contra ransomware em todos os endpoints e focar a estratégia de defesa na detecção de movimentos laterais e exfiltração de dados para a internet.

A Kaspersky realizou a pesquisa com 900 líderes empresariais na América do Norte, América do Sul, África, Rússia, Europa e Ásia-Pacífico em abril deste ano, entre executivos seniores que não são de TI (como CEOs, vice-presidentes e diretores) e parceiros de negócios ou proprietários de empresas de médio e grande porte (50 e 1.000 funcionários).

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