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7 em cada 10 empresas gaúchas têm brechas na segurança

Levantamento também mostra que uma entre 20 empresas do Rio Grande do Sul apresenta algum tipo de vulnerabilidade com alto poder de dano e de fácil exploração
Da Redação
14/09/2021
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Um estudo inédito realizado pela Netfive, empresa com foco na segurança da informação e serviços de TI, com 100 empresas gaúchas de médio e grande porte apontou que 70% delas têm fragilidades representativas na segurança da informação. Ou seja, sete em cada dez companhias analisadas têm ao menos três vulnerabilidades que apresentam riscos à segurança da informação e, consequentemente, ao negócio. 

O levantamento também mostra que uma entre 20 empresas do Rio Grande do Sul apresenta algum tipo de vulnerabilidade com alto poder de dano e de fácil exploração. “Essas ameaças precisam de monitoramento constante e a adoção de medidas técnicas e organizacionais que reduzam o risco a níveis aceitáveis. Os relatórios internacionais mostram que os ciberataques estão entre as ameaças mais preocupantes para as empresas e trabalhar para reduzi-las é investir na manutenção do seu negócio”, afirma o CEO da Netfive, Henrique Schneider.

Outro número trazido pelo estudo é que 30% das empresas sabem que foi vítima de ataque cibernético. “É possível que a organização ainda não tenha detectado ou que o ataque não tenha causado nenhuma interrupção nos serviços, como, por exemplo, um vazamento de dados. Este número, infelizmente, tende a aumentar”, aponta Schneider. 

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Os dados impressionam: de acordo com um levantamento realizado pelo portal Information is Beautiful, que reuniu informações sobre ataques de ransomware sofridos por empresas do mundo, em 2020, o número de crimes foi quatro vezes maior que em 2019. Neste ano está na metade e tudo aponta para que esse número dobre até dezembro.

Falta de profissionais

Um dos fatores que podem ser apontados como sendo decisivos para a vulnerabilidade das empresas é a falta de profissionais, principalmente os especializados.

Em áreas como a de cibersegurança projeta-se que o Brasil terá, nos próximos dez anos, 15,2 mil profissionais de segurança cibernética, enquanto a demanda será de 83 mil, uma lacuna de 81,7%. É o que aponta o estudo “Profissões Emergentes na Era Digital: Oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde”, realizado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) em parceria com o Senai e o Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

Dados positivos

O levantamento também aponta que em torno de 66% das empresas fazem gestão de risco, o que pode ser considerado um fator positivo. Porém, ainda que cerca de 53% delas tenham um plano de resposta a incidentes, os indicadores mostram que este trabalho não é suficiente.

“Acreditamos que a falta de profissionais e processos entre TI e segurança da informação podem ser os fatores causadores do alto número de vulnerabilidades detectadas”, comenta Schneider.

Em geral, as empresas investem mais em ferramentas do que em treinamento e conscientização para os colaboradores. “Somente 50% treinam seus funcionários. Isso vai contra o que os indicadores de ataque constatam. O melhor resultado no que se refere à segurança da informação virá justamente quando as equipes estiverem treinadas”, finaliza o executivo.

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