5 bancos do Canadá ficam offline em misteriosa interrupção

Maioria das instituições financeiras admite estar enfrentando problemas técnicos com banco online e móvel, bem como com os sistemas telefônicos, diz site
Da Redação
17/02/2022

Cinco grandes bancos canadenses ficaram offline por horas, interrompendo o acesso a serviços bancários online e móveis, bem como transferências eletrônicas para clientes. Os bancos atingidos foram o Royal Bank of Canada (RBC), BMO (Bank of Montreal), Scotiabank, TD Bank Canada e o Canadian Imperial Bank of Commerce (CIBC).

Relatos de usuários com problemas para acessar os serviços bancários online atingiram o pico entre as 17h e 18h (horário local da região leste canadense) na quarta-feira, 16. “No momento, estamos enfrentando problemas técnicos com nosso banco online e móvel, bem como com nossos sistemas telefônicos”, confirmou um representante do RBC ao site BleepingComputer. “Nossos especialistas estão investigando e trabalhando para resolver isso o mais rápido possível, mas não temos previsão de chegada para fornecer no momento. Agradecemos sua paciência”, completou a fonte.

Contudo, cerca de meia hora depois de o RBC informou que todos os sistemas estavam funcionando, os clientes continuaram a relatar problemas. Clientes do BMO também disseram que o “serviço de transferência global de dinheiro” do banco estava inativo o dia todo, com as transferências sendo rejeitadas automaticamente sem motivo óbvio. Um representante da BMO orientou esses clientes a entrar em contato com o atendimento ao cliente. O aplicativo de banco móvel do TD Bank também bloqueou os usuários, enquanto o CIBC não reconheceu nenhum problema com seu banco online. Alguns clientes desses bancos tiveram problemas nos caixas eletrônicos, embora não esteja claro neste momento se isso é por causa da interrupção. 

A causa da interrupção ainda não é conhecida, mas ocorre em um momento bastante delicado — apenas alguns dias depois de o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau ter invocado o mecanismo chamado de Emergencies Act (ou lei de emergências) para lidar com os manifestantes antivacina. O premiê negou qualquer intenção de usar a lei para acionar os contra os manifestantes e afirmou que ela será temporária e “geograficamente limitada”.

Veja isso
BC europeu alerta bancos sobre risco de ciberataques pela Rússia
Ministério das Relações Exteriores do Canadá é atacado

Na segunda-feira, 14, em uma entrevista coletiva no Parliament Hill, a vice-primeira-ministra Chrystia Freeland explicou os novos regulamentos aos quais os provedores de serviços de pagamento precisam aderir, sob a recém-invocada Lei de Emergências. “Esses bloqueios ilegais devem ser levantados, e serão.

Ao invocar a lei de emergências, o governo baixou as seguintes determinações de ações imediatas. Em primeiro lugar, que sejam ampliado o escopo das regras de combate à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo do Canadá, para que abranjam as plataformas de crowdfunding e os provedores de serviços de pagamento que as utilizam. Essas mudanças abrangem todas as formas de transações, incluindo ativos digitais, como criptomoedas.

Os bloqueios dos manifestantes destacaram o fato de que as plataformas de crowdfunding e alguns dos provedores de serviços de pagamento usam não estão totalmente submetidas à Lei de Produtos do Crime e Financiamento do Terrorismo. Já os bancos e instituições financeiras são obrigados a se reportar ao Financial Transactions and Reports Analysis Centre of Canada (Fintrac). Portanto, partir de hoje, todas as plataformas de crowdfunding e os provedores de serviços de pagamento que usam devem se registrar no Fintrac e devem relatar transações grandes e suspeitas ao órgão.

Além disso, a Lei de Emergências autoriza os bancos a congelar contas de pessoas físicas e jurídicas que suspeitem serem ligadas aos prostestos, sem exigir ordem judicial e sem incorrer em qualquer responsabilidade civil.

Compartilhar: