Kryptus cresce 100% em 2018

A Kryptus, empresa estratégica de defesa, fornecedora brasileira de soluções para segurança da informação com base em criptografia, cresceu 100% em faturamento em 2018 com relação a 2017. Só em novos negócios, o valor foi o triplo do registrado em 2017. Ainda que nenhum novo negócio seja fechado neste ano (o que é improvável), o faturamento se manterá estável até o final de 2021, detalha o CEO da empresa, Roberto Gallo. O faturamento, explica, tem esse perfil porque é realizado em ritmo de backlog, com as entregas acontecendo em prazos que podem chegar a três anos. A Kryptus se especializou, segundo ele, em projetos de tamanho médio, “digamos projetos que vão de meio milhão de reais a 20 milhões de reais. Empresas menores não conseguem executá-los por falta de estrutura e as maiores não se interessam. Mas esse é justamente o nosso sweet spot”.

Entre outros fatores do crescimento em 2018, disse Gallo, houve uma alta nas vendas para o governo. Para este ano, porém, o CEO da Kryptus não espera um volume de vendas ao governo como em 2018. Houve também bom faturamento com exportações, especialmente para os Estados Unidos, Suíça e países da América Latina. Esses avanços no exterior contaram com o suporte do grupo suíço Kudelski, que desde 2016 é parceiro estratégico da Kryptus. O grupo é especializado em segurança digital principalmente para transmissões de TV e tem um faturamento anual da ordem de US$ 1 bilhão. Hoje, acrescenta Gallo, as exportações da Kryptus já representam 40% de seu faturamento.

Cyber

Um dos itens da receita que mais cresceu no ano passado foi a prestação de serviços de cibersegurança. Até 2016, cyber era apenas um complemento no atendimento aos clientes, mas de lá para cá tornou-se uma nova área de atuação e está se tornando importante no faturamento. Embora o ticket médio seja bem menor do que nas soluções em plataformas, representou 30% da receita da Kryptus em 2018.

Rádio

Gallo detalha uma das conquistas notáveis do ano passado: “Em 2018 a gente conseguiu por assim dizer monopolizar a criptografia para rádio militar no Brasil. Estamos em todos os programas. Isso saiu da mão de empresas estrangeiras e veio para a mão dos brasileiros”, comemora. O CEO da Kryptus explica que os rádios importados não oferecem plena interoperabilidade. Principalmente na parte de criptografia. “Agora um certo rádio pode ser produzido por um certo fabricante mas a parte de criptografia fazemos nós. Isso é bom para o Brasil porque comunicar é interoperar. Quando você pega rádios de diferentes fabricantes, um não se comunica com o outro e a parte que mais pega é a parte de cripto. Mas se isso está com uma empresa estratégica de defesa brasileira deixa de ser um problema para o governo”, finaliza.