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49% dos executivos brasileiros de TI já tiveram problemas com o uso de dispositivos não autorizados

Pesquisa em 11 países aponta Brasil como líder em tendência de adoção de BYOD

Um estudo realizado em 2012 pela empresa inglesa de tecnologia da informação BT (British Telecommunications) apontou o Brasil como um dos três países mais propensos a adotar políticas formais de BYOD, junto aos Estados Unidos e China.

No Brasil, 51% dos entrevistados apontaram para essa tendência, embora 49% dos executivos de TI do país tenham admitido já ter enfrentado algum problema de segurança devido ao uso de dispositivos não autorizados nas empresas em que atuam. A pesquisa foi feita com mais de 2 mil entrevistados em 11 países, focando em organizações com mais de mil funcionários, abordando questões relacionadas ao Gerenciamento de Riscos nas corporações.

Sigla para Bring your own device ou “Traga Seu Próprio Dispositivo”, o BYOD  se refere ao uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho e, consequentemente, a extensão desse ambiente para qualquer lugar do mundo. A popularização dos smartphones e tablets resultou nesse fenômeno que, apesar de gerar mais produtividade, traz novas ameaças e vulnerabilidades à segurança corporativa. De acordo com a pesquisa, 60% das empresas permitem o uso de equipamentos pessoais em suas redes e um em cada três empregados não percebe riscos na utilização destes dispositivos.

Também foram levantados os pontos considerados prioritários pelos executivos de TI antes da implementação de uma política de BYOD. 74% consideraram como altamente desafiador o gerenciamento de questões relativas à segurança, como malwares e vírus. Outros 50% destacaram ser necessário uma análise anterior sobre a complexidade e custos de instalação que um grande número e diversidade de dispositivos pode acarretar.

Para Sergio Ricupero, especialista em Segurança da Informação da Módulo, multinacional brasileira atuante no segmento, a possibilidade de que informações sigilosas sejam transmitidas e armazenadas em um celular e este usado para outros fins sem qualquer cuidado especial, tem levado CIO’s a repensarem políticas e processos, bem como a educação dos usuários para Gestão de Riscos e Segurança da Informação nesse novo cenário. “O BYOD deixou de ser tendência e já é uma realidade crescente nas organizações. É necessário compreender que, apesar dos aspectos tecnológicos, essa não é uma questão que deva ser tratada exclusivamente pela área de TI. A interseção com o os departamentos Jurídico e de Recursos Humanos é grande e o trabalho colaborativo entre as áreas é fundamental para se estabelecer uma política sólida e consistente de BYOD”, sinaliza o especialista, complementando que é importante definir de quem é a responsabilidade pelas informações corporativas armazenadas no equipamento, pelo acesso a conteúdo impróprio ou por danos causados aos dispositivos.

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